quinta-feira, 10 de Abril de 2008

11:11

Nomes há tantos quantos quiseres, mas por quinze linhas é contigo que falo. Duplos mudos por instantes, tu a saber que me tens contigo e por quinze linhas isso a fazer-te bem. Tivesse eu o pó das coisas serenas e voavas para onde não ardesses e coisas idas não te toldassem gestos e sentidos e as formas do quarto. Eras tudo o que prometes e eras mais. Mil anos vivias e por mil anos desconhecias o medo. Não havia saudades, nem sombras no escuro, nem fogo no mar, nem paredes onde os sussurros que te atormentam ecoassem. Filtravas do mundo o êxtase de que em fantasias falas e nem fumo, nem sangue, nem espelhos conseguiam fazer-te articular trevas. Na memória tinhas apenas a mão dela e as palavras que te cantou ao ouvido. Que ainda canta, imagino.
Tivesse eu o pó das coisas serenas e não choravas por dentro.
Promete-me que descansas.

1 comentários:

Arquiduquesa de Grayskull disse...

O menino já devia saber que arrepiar os pêlos dos braços dos outros é má educação. Tenha juízo e deixe de escrever tão bem.